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Comunicamos que o Dr. Luiz Antônio Bailão é o mais novo integrante do corpo docente do CPU - Curso Prático em Ultrassonografia.

Existe um amplo reconhecimento do histórico e da trajetória do Dr. Bailão pelos profissionais da área de diagnóstico por imagem.

Durante vários anos, foi professor da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto - USP, na área de Ginecologia e Obstetrícia, com Mestrado e Doutorado pela mesma instituição.

Exerce a medicina há 46 anos, iniciou suas atividades na ultrassonografia há 42 anos e foi um dos fundadores do Diagnosis - Centro de Diagnósticos em Medicina em 1977.

Foi o pioneiro em cursos de ultrassonografia para médicos em 1981, no Diagnosis em Ribeirão Preto – SP, ministrando cursos durante 30 anos (1981a 2011).

Nestes mais de 40 anos de ensino, participou de centenas de congressos e simpósios no Brasil e no mundo, escreveu livros de ultrassonografia, publicou inúmeros trabalhos em revistas e outras publicações na área de ultrassonografia.

Desde 2012, ministra cursos de pós-graduação lato sensu em ultrassonografia em todo o Brasil.

Sem dúvida, o Dr. Bailão vem escrevendo o seu nome na medicina e na ultrassonografia brasileira.

É com muita satisfação que comunicamos a entrada deste grande médico no corpo docente do CPU que, junto aos demais docentes, garantirá brilhantemente a eficiência no ensino da técnica ultrassonográfica.

Seja bem vindo Dr. Bailão.

Cesar Roberto Camargo
Diretor
CPU - Curso Prático em Ultrassonografia
















O que vem acontecendo em relação à abertura indiscriminada de escolas médicas pelo país afora é um verdadeiro tiro no pé no futuro das atenções médicas. Estamos com 304 faculdades de medicina em funcionamento ou autorizadas, sendo que 102 delas foram liberadas a partir de 2013.
 


O argumento de que faltam médicos no Brasil é falacioso, uma vez que em alguns poucos anos estarão se formando ao redor de 30 mil médicos por ano, o que dará uma relação de 14 médicos por 100 mil habitantes, quase o dobro da dos Estados Unidos e mais do que o dobro da taxa do Japão!
 


Para completar o cenário, ocorre uma má distribuição de médicos pelo Brasil afora, fruto de um mercado de trabalho assimétrico, uma vez que, após muitos anos de estudo, poucos optam por trabalhar em locais carentes de recursos, com salários não estimulantes, sem maiores perspectivas de crescimento profissional e onde terão dificuldades para educar seus filhos.
 


Estender as atenções de saúde a toda a população é absolutamente correto, mas não é aumentando a esmo o número de médicos que se resolverá esse problema. Na verdade, está se criando um problema muito maior, que é o de se colocar no mercado profissionais mal preparados.
 


Explico: medicina não é um curso que pode se ensinar apenas com livros e aulas, pelo contrário. É preciso estar à beira do leito do paciente, não só para o aprendizado técnico, mas para entender o que é cuidar de pessoas, algo que não é intuitivo, mas que depende de orientação e muito de exemplos.
 


Em outras palavras, um futuro médico precisa aprender na graduação não apenas conhecimentos, mas comportamento, a fim de poder desenvolver relações médico-paciente de forma apropriada, em benefício de seus futuros pacientes.
 


Dentro dessa visão, estão colocadas as duas principais causas de uma catástrofe anunciada: não só faltam hospitais-escola para todas essas faculdades recém-criadas, como também não há disponibilidade de professores capacitados; na sequência, não há suficientes programas de residência médica, fundamentais para qualquer área clínica ou cirúrgica.
 


Achar que os profissionais locais, mesmo quando competentes, conseguirão ser bons professores de graduação é quase como acreditar em Papai Noel. Essa situação estimula, portanto, a figura do professor itinerante, algo cabível em cadeiras básicas, mas absolutamente indesejável na área clínica, onde os professores precisam no dia a dia viver os casos ao lado de seus alunos, serem seus mentores.
 


A entrada de médicos mal preparados no mercado de trabalho levará a um rebaixamento da qualidade do atendimento, hoje já questionável em inúmeras situações, fora o custo do atendimento de complicações evitáveis.
 


Os erros por imperícia que esses médicos mal formados cometerão deverão ser imputados exclusivamente a eles ou o governo deve arcar com sua parcela de culpa por permitir que estes se formem em faculdades pouco categorizadas?
 


E como ficam os que pagam alguns milhares de reais de mensalidade, muitas vezes à custa de enormes sacrifícios de suas famílias (cerca de 60% das faculdades abertas nos últimos anos são privadas)?
 


O exame para o exercício da medicina, à semelhança do que pratica a OAB, é uma alternativa, mas será justo deixar jovens na fase de seu maior idealismo serem enganados por escolas médicas sem competência para formá-los?
 


A proposta de moratória do atual governo, num esforço do ministro Mendonça Filho (DEM) com o apoio das principais entidades médicas, é alentadora.
 


Dará tempo para que se defina o que fazer do ensino médico no Brasil, criando-se oportunidade única para a criação e implantação de critérios eficazes não para coibir novas escolas, mas para que se mantenham só aquelas com competência educacional, à semelhança do que aconteceu há um século nos EUA, a partir do relatório Flexner.
 


A população brasileira não merece correr riscos desnecessários, e os jovens futuros médicos não merecem ser iludidos. Nossa sociedade só pode agradecer!


Desde o início das atividades do CPU – Curso Prático em Ultrassonografia, os médicos interessados em se habilitar para a realização de exames ultrassonográficos, solicitam informações de como se tornarem especialistas na área. Este esclarecimento é muito importante para dirimir de uma vez por todas as dúvidas sobre a atuação na área de ultrassonografia.

É bom lembrar que o Título de Especialista é conferido somente aos médicos radiologistas que concluíram suas residências médicas na área de Radiologia e Diagnóstico por Imagem e que passaram pelas avaliações das provas de suficiência ministradas pela instituição responsável pelas normativas e aplicação das provas, que é o CBR – Colégio Brasileiro de Radiologia.
Os médicos não radiologistas, de quaisquer outras especialidades podem também exercer a ultrassonografia, pois trata-se de um ato médico e como tal, pode ser exercido por qualquer médico registrado nos conselhos regionais de medicina. Porém, estes médicos não têm como conseguir um Título de Especialista como aquele dos radiologistas. Para obter o reconhecimento similar ao Título de Especialista dos radiologistas, o caminho a seguir é o seguinte:
1. Aprender a técnica ultrassonográfica em cursos privados.
2. Praticar a ultrassonografia durante 4 anos comprovados.
3. Obter uma carta de apresentação de dois Membros Titulares do CBR.
4. Inscrever-se na Prova de Suficiência de Ultrassonografia (teórica), aplicada pelo CBR.
5. Aprovado na prova teórica, o médico será convocado para uma prova prática em outro dia e local, na qual será avaliado.
6. Aprovado na prova prática, obterá do CBR um certificado.
7. Com este certificado poderá reivindicar a Habilitação em Ultrassonografia na AMB – Associação Médica Brasileira.

Com esta habilitação o médico estará apto a exercer a ultrassonografia como um especialista. É importante frisar que o CBR – Colégio Brasileiro de Radiologia é o único órgão habilitado para ministrar estas provas de suficiência. Para acessar as Normativas da Prova de Suficiência em Ultrassonografia, entre no site do CBR: www.cbr.org.br.